
Me
intercepte na próxima quadra. Fale da minha loucura, da minha neurose
de muito tentar ser outra quando eu, afinal, já me basto (e como
basto!). Nos dias loucos eu nunca me escuto, talvez eu vá te escutar e
sentar no cordão daquela calçada como uma criança que não sabe voltar
para casa até secar cada lágrima que os meses vieram acumulando. E se
você for o ombro que não tem vergonha de se passar por criança perdida,
mendigo ou adulto apavorado comigo, seria bom. Ter você para cortas as
asas das minhas fugas, seria mais do que bom. Não precisa correr atrás
de mim, apenas corra comigo. A gente descobre até onde pode chegar.
Você, no meio disso, me convence de que ser louca dá trabalho demais.
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