quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Resolvi parar com o drama, acabar com os meus dengos e sair da minha zona de conforto. Resolvi arriscar. E bom, se não der certo, se eu acabar me machucando, se eu acabar sofrendo… - ao menos vou poder dizer: “Pelo menos eu me arrisquei, pelo menos eu vivi. Arquiva aí como experiencia”
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terça-feira, 31 de julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
- É melhor você acreditar, eu não sou isso que você pensa, não tenho todas essas qualidades que você pinta. Por favor, pare de me olhar como esses olhos de...Capitu!
-Capitu?
-De cigana obliqua e dissimulada!
-Não são olhos de Capitu! Eu te amo moça, são olhos de quem ama!
-É melhor você não dizer essas palavras, você leva elas a sério!
-Eu te amo minha menina moça!
-Você não sabe o que diz!Não sabe o que isso significa!
- E você com todo seu conhecimento em semiótica e analise do discurso sabe bem o que isso significa e isso é o que realmente importa!E eu digo isso com todo o coração, com a mão suada, com o olho tremendo e querendo muito te abracar.
-Eu sou uma bagunça! Você não pode sentir nada por mim!
-Você é incrível! É um misto de Polyana com Amélie Poulain e pessimismo!
-Sabe, que ainda não assisti esse filme nem li esse livro?
-Então leia, assista e lembre de mim!Do quanto eu te amo, moça!
-Sabe, que ainda não assisti esse filme nem li esse livro?
-Então leia, assista e lembre de mim!Do quanto eu te amo, moça!
(...)
-E você acha que me convence com esse papinho de último romântico!
-Você leva a vida com rédeas curtas!
- O que queres dizer com isso?
-Que tens medo daquilo que não podes controlar! Me deixa te fazer feliz, moça!
- ELE me faz muito feliz!
-Porque você só GOSTA dele, ele não te abala, não te deixa insegura!
- Com ele eu posso ter as minhas mil faces, ele é a melhor companhia que eu poderia encontrar.
- Mas não é amor moça!
- Amor não existe, não o amor romântico!
-E o que eu sinto por você, é o que então?
- Você deve estar com sérios problemas mentais, meus ferormônios não são de nada pra você estar assim!
- Explicações lógicas! Você tem que ter fé!
- E você tem que se conformar que eu gosto é DELE!
-Mas eu sou o segundo da fila, e ele tá indo embora você sabe! E você vai ficar carente, vai precisar de companhia pro cinema, de alguém pra conversar bobagens e seriedades, de alguém pra te dar teus tao estimados abraços, de alguém que te faça gargalhar, de alguém pra inflar teu ego e ninguém faz isso melhor do que eu.
- Na verdade, você não é o segundo da fila...
-Não faz isso comigo moça!Não mente pra mim, para de tentar me fazer acreditar que você é como as outras, sei que não és.
-Sou bem pior!Sou uma bagunça, sou problema!Para de tentar me convencer, você só vai se machucar!
-Se machucar faz parte!
-Não sinto nada por você, você sabe!
-Isso não quer dizer que não possa sentir num futuro próximo, me deixa te conquistar moça?
-Eu gosto é dele!
-Eu posso ser aquele que te meche o gingado então!
-Acho que já tenho alguém que faz isso também!
-Quem moça?Sei que não é ele!
-(...)
-Tem uma música do Raul que se encaixa perfeitamente nesse nosso momento: A maça. Conhece?
-Sim. Mas não tem nada a ver!
-Claro que tem!Mas não importa!O que interessa é que não vais se livrar de mim com essas mentirinhas, não vou desistir de alguém incrível como você, não interessa se sou o último da fila!
-
Lucas morreu, Victor sumiu e Henrique nunca veio.
Lucas está morto. Eu o matei. Que agora toque a Marcha Fúnebre, que Chopin soe pelos meus ouvidos e pelos ouvidos de quem agora me ler, ele tocava Chopin tao perfeitamente! Lucas está morto, vou chorar… Mas por que hei de chorar se fui eu quem o matei? Oh! Se arrependimento levasse a morte… Estaria eu agora a valsear com meu querido Lucas. Nós dois, mortos e juntos como Romeu e Julieta, eternizados numa dança sem passos e compassos, contentes e sozinhos, mortos! Lucas morreu, e eu, a assassina, ainda permaneço viva – o que me parece muito injusto. Vejo Lucas passar de lá para cá com seus olhos azuis cor de noite e um sorriso tímido nos lábios, cantando blues e atraindo olhares femininos, mas não posso lhe dizer olá você leu aqueles contos celtas?e depois um adeus, não posso mais me importar e o importunar. Lucas foi morto,por mim, ele agora pertence ao mundo e não mais a mim.
Oh! Victor desapareceu. Já pensei em por anúncios por aí, citar em jornais, falar em rádios e na tevê, dizer a todos e ao mundo. Meu Victor sumiu, não tenho mais nenhum. Com quem hei de me sentir insegura e boba? Em quem hei de descontar todos meus carinhos? Quem há de falar os discursos mais ignorantes e me fazer ter vontade de lhe calar a boca e tentar fazê-lo com um beijo? Quem me bagunçará os cabelos quando eu acabar de fazê-los? Quem ficará com cara de bobo e boca silenciada enquanto eu tento aproveitar do contato fisíco? Que tragam logo este ingrato de volta, que o devolvam logo para mim. Preciso gargalhar com alguém!
Canso-me numa espera gozada. É a presença que não chega, a ausência que judia. Onde está Henrique? Por que nunca vem? O que há com essa estrada que se estende e o atrasa? Quero meu Henrique aqui e agora! Não sei como é tê-lo, por isso cansa-me ter que imaginar e já não sou tão criativa assim para trazê-lo aqui dessa maneira utópica. Quero Henrique de carne e osso, com erros e acertos, até com cheiros e odores. Simplesmente o quero. Sim, Senhor.
Então, de repente, Lucas ressuscita, Victor reaparece, Henrique chega.
Os três homens embravecidos se reúnem em minha sala… Que é que eu vou fazer?
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
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