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terça-feira, 1 de outubro de 2013

pra dizer que o teu silêncio me agride e não me agrada ser o calendário do ano passado...

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

As despedidas não estão escritas. Os casamento estão: na praia, em Las Vegas, na Igreja, para milhares, para somente dois. Os encontros estão: na praça, no ônibus, na roda de amigos, na faculdade, no serviço, do outro lado do mundo. As dificuldades e os sucessos também. Se as despedidas fossem mesmo escritas, eu duvido que partiríamos, pelo menos sozinhos. A partida, inevitável que só ela, está ali no livro de cada um de nós, mas a cena da despedida é o pavor de qualquer escritor. Porque o monólogo dos pensamentos e da dor em meio a um beijo ou um abraço é ensurdecedor. Faltam palavras na despedida; quem vai comprar a folha em branco sem entender o contexto? Na despedida está escrito: sem lágrimas. E, então, a gente se entrega ao choro, à saudade antecipada, ao medo do que as idas e vindas nos reservam. Na despedida a gente pensa que é forte e se permite ser fraco. Não há quem goste de despedidas. E é delas que até o destino treme as pernas. Só quem se despede sabe o peso de não se traduzir.

Camila Costa

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

I believe I can fly, I believe I can touch the sky


Nunca tive mesmo os pés no chão. A minha inconsequência não é bem vista. No amor, na carreira, no que for: costumo estar voando por aí. É quase redundância perguntarem por mim e alguém responder que “ah, ela está voando por aí”. Acho, na bem da verdade, que não conheci outra condição de ser, ou conheci e ela me foi sem graça demais e eu tenho medo das coisas sem graça azedarem a minha vida. E eu sei que a maioria não consegue ou não se permite acompanhar os meus “passos”, mas eu não lamento como antigamente. Voar não é tão assustador assim. Aqui de cima a gente vê coisas que o chão não nos conta. A gente sente o que muitos só insistem em tocar. E ficam perguntando em silêncio, pois falta coragem de falar olho no olho: “e cair não dói, não?”. Cair dói sim, mas depois da primeira vez não é mais novidade. Depois que se aprende a cair, nem parece doer tanto. Mas eu não sei, eu não penso. Eu só vou; e ir, apenas ir, tornou-se o remédio para toda queda.
Em outra vida fui nuvem, avião, balão, céu azul. Ainda não me desapeguei. Não me convide para caminhar. Eu gosto mesmo é de voar.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Das Epifanias

não é esta noite melhor que nenhuma outra,
não é aquela bebida um remédio para o tédio,
não sou eu quem tem a maior parte da verdade,
mas és tu quem me carrega, se partes.
(não é o amor tarefa pra gente normal como todos eles.)

terça-feira, 18 de junho de 2013

Entro na maioria das situações sem saber onde estou me metendo. E as pessoas, inocentes que são, acreditam fielmente na minha cara de quem sabe o que faz. Ainda não aprenderam que quase na totalidade das vezes eu mal sabia onde estava indo. Ia porque ia, porque me acostumei a ir, entrar em ruas sem sentido, fazer minha própria sinalização. As pessoas gostam de ter a quem seguir, por isso acreditam que as outras vivem tão certas de si, mas se enganam comigo. Minha virtude é a tentativa cega, quase burra, de não parar. Nunca sei de nada, mas sempre tento de tudo.

Das serie de coisas que deveria ter te dito e nunca consegui




Andei preparando uma série de coisas para te dizer, mas você já deve saber que falo pouco(e escrevo muito). Era sobre o medo de tudo e essas coisas que trago comigo, mas você não precisa saber. É que eu queria contar, dessa vez eu queria dividir. Sem lamentar: apenas contar. Só assim você pode entender que a guerra é comigo mesma, que os traumas não me vencem, mas me pertencem. Eu vivo outras vidas demais. Eu vivo por viver sem entender, até que os entendimentos me engolem. E eu ia dizer… Não sei, na hora as palavras me fogem. “Eu gosto muito, muito de você.” Porque escrever sempre vai ser mais simples do que falar.(e eu nunca te disse mas já te escrevi tanto isso) No fundo, é tudo sobre ti: o meu texto e a minha fala preferida. Você é o meu contexto, o nexo e o pretexto. Meu erro gramatical e meu gaguejo emocional. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Perdi o medo de dizer que me apaixonei por você.

Para onde?




Você estava irritado demais comigo pra atender a  ligação. Mas cada vez que o celular tocava, cada nota te acertava tal como se fossem socos bem dados na boca do estômago. Pensou em desligar. Mas não foi forte o suficiente. 

Comecei achar que eu gosto de me fazer sofrer. 

Resolveu colocar no silencioso. E cada vez que ouvia ele vibrar era como se um sorriso brotasse em seu rosto. Foi quando se deu conta de que aquilo te fazia bem, que inflava seu ego. Se deu conta de que me ver correndo atrás te deixava feliz. Eu e você sabemos que isso não acontecia com grande frequência. Essa dinâmica toda, de DRs e telefonemas, que só acontece em relacionamentos comuns e o nosso nem relacionamento chegou a ser

Nunca acontecia, pra falar a verdade. Eu nunca tinha dado uma de mulherzinha louca. Sempre ia embora quando os caras começavam a mostrar o menor sinal de problema. Nunca me importei, até ser você. Nunca tentei ficar, ancorar ou resolver.

Quando ele finalmente parou de tocar e vibrar

e um silêncio tomou conta do ambiente. Você o pegou. Haviam 7 chamadas não atendidas, 2 correios de voz ( que eu nunca saberia como ouvir, mas você deve saber) e 3 mensagens de textos.

 A primeira “Me atende, por favor”

A segunda “Não faz assim comigo. Precisamos conversar”.
  
E a terceira, na verdade era tão grande, quase um texto que veio aos pedaços, dizia assim:
Eu dei o braço a torcer. Me humilhei até onde pude. Me desfiz da minha armadura de “sou forte”. Eu realmente quis consertar as coisas. Mas e você? Nunca errou? Me ensina a não errar também. Me doa um pouco dessa perfeição. Ah, antes do adeus, eu desejo que se cuide. Mas se cuide muito bem. E continue não errando. Porque um dia você pode encontrar alguém parecido contigo, um alguém que não saiba perdoar. Por, fim…adeus”

Eu não pensei duas vezes. Quando foi sobre você. Não pensei nas consequências, não medi minhas palavras, não consultei meu lado racional, foi impulso. E você sabe, que sou do tipo que pensa muito antes de fazer. Liguei, mandei mensagem, ouvi você me adjetivar das piores formas possíveis para o ego feminino, deixei meu amor próprio e feminismo em segundo plano. Fiz de um tudo e vi o jogo se virar contra mim. Final previsivel.

 Reli aquelas mensagens mais umas duas ou três vezes. Dei ouvido a terceiros, enlouqueci de novo.


Quando me dei conta que lágrimas escorriam pelo meu rosto foi que eu percebi que não era saudável, que eu tinha me apaixonado (eu que sempre tive medo disso), não quando ,nem porque, você resolveu me destratar mas quando decidi que podia ser mais carnal. A percepção do sentimento é que só se dá com a perda, isso é de lei. E quando consciente da "paixão", decidi que o melhor era parar imediatamente com isso. 
 

Sou covarde e não me envergonho de admitir.




Sim eu floriei a nossa história, mas o fundo tematico continua sendo o mesmo meu bem

You're the one I let get away

You're the boy I never told ¨I like you¨
Mas eu te escrevi, e como.
E meus atos, minha vontade de te deixar e não conseguir, minha briga interna em acreditar nos outros acentuando teus defeitos e a sensação que você me dava...
Homens não se dão bem com coisas implícitas e eu mulher que age por instinto, na primeira experiência do tipo carreguei toda a prolixidade e rodeios que a literatura me ensinou.


Se estas te pergutando se é pra você, sim é pra você mesmo

Eu admito que errei. Admito que fugi, que fingi e que neguei. Admito que enganei. Tanto à você quanto à mim. Admito que menti. Muito. Admito que depois de um tempo, a sua presença passou de ilustre à cômoda. O seu cheiro passou de único à comum. E você, passou de tudo à quase nada. Admito que ferrei com a sua vida e que acabei com qualquer possibilidade de sermos “nós”, como você disse que sempre quis. Admito que chutei o balde, o pau da barraca e até você. Eu admito que fui covarde, insana e prepotente. Te fiz sofrer, eu sei. Mas e daí? Você fez exatamente o mesmo comigo. Mas não teve peito pra admitir e jogar as cartas na mesa, como eu fiz.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Porque tentar carregar o mundo é fugir de si mesmo, aprendi




Quem carrega o mundo e acha que pode resolver o problemas de todos, certamente esquece de resolver os seus... e aí é que eu pergunto: Como pode alguém 'errado' 'acertar' o outro?
Minha gente, a coisa é certa: Se não consegue enxergar os problemas do seu mundo, não tente carregar o universo dos outros, porque a dor é inevitável...
Para o seu 'peso' coragem para viver. Para o peso dos outros amor e compreensão!
Porque muito melhor do quê carregar o mundo nas costas, é carregar amor no peito.

Das vontades que deixei passar

Eu podia te fazer zilhões de convites.
Podia te convidar para um chopp ou um vinho.
Talvez uma pizza e um cinema.
Podia te levar para um parque...mas não consigo pensar num convite melhor que esse:
Vem morrer de rir comigo, vem?
Foto: Eu podia te fazer zilhões de convites.
Podia te convidar para um chopp ou um vinho.
Talvez uma pizza e um cinema.
Podia te levar para um parque...mas não consigo pensar  num convite melhor que esse:
Vem  morrer de rir comigo, vem?



Porque a timidez e orgulho sempre ganham das minhas vontades

Romance em doze linhas





Quanto tempo falta pra gente se ver hoje;
Quanto tempo falta pra gente se ver logo;
Quanto tempo falta pra gente se ver todo dia;
Quanto tempo falta pra gente se ver pra sempre;
Quanto tempo falta pra gente se ver dia sim dia não;
Quanto tempo falta pra gente se ver às vezes;
Quanto tempo falta pra gente se ver cada vez menos;
Quanto tempo falta pra gente não querer se ver;
Quanto tempo falta pra gente não querer se ver nunca mais;
Quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu;
Quanto tempo falta pra gente se ver e não se reconhecer;
Quanto tempo falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Pra ele

se eu tivesse dois cérebros, ainda assim, não saberia porque o amor não se sacia apenas ficando no coração e toma conta de tudo. Você toma conta dos nomes mais bonitos mesmo que o seu seja como um lírio no buquê. Se eu tivesse duas almas, ainda assim, não saberia pra qual lado elas vão quando a gente morre; talvez  pro mesmo lado que o seu, céu. Eu ainda peço que os infernos sejamos nós e não os outros, porque se podemos ser fogo, daríamos as cinzas pra quem quisesse. A saudade não tem cor alguma quando o incêndio começa a se alastrar. Mas, menino, se eu tivesse mil mãos, nenhuma conseguiria domar as letras pra te dizer que amar é rebeldia.
O amor é um adolescente na explosão hormonal. Tem gente que gosta de bombas. O Moraes amou a rosa de Hiroshima. Bem, eu adoro você.
Se cuide.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Das cartas

Ramona,

Não há nada de novo por aqui. te escrevo só pra lembrar que não há nada de novo por aqui. Ontem vi um homem ser preso por roubar leite em pó, e ainda não acredito realmente nisso. Homofóbicos ainda respiram e se sentem no direito de odiar deliberadamente. de-li-be-ra-da-men-te, pausadamente, pra expressar a paciência que tem me deixado longe da cadeia por não ter matado um deles.Você deve estar rindo agora, sempre diz que não sou capaz de matar uma formiga. Você sabe que é difícil pra mim, você sabe. Mas o mundo continua injusto pra caramba e minha existência, ou a sua, não mudou nada disso, e não sei se vai mudar. Você me diz pra não deixar o ceticismo me engolir, mas é difícil acreditar… vou acabar repetindo esse discurso covarde de que as coisas tem que ser assim, e não quero, você sabe que não.
Acho que sinto sua falta, acho que a cidade ficou mais cinza que o normal sem seu cabelo vermelho voando por aí, acho que você devia voltar. Talvez eu até precise de você e de sua esperança inabalável, talvez.

P.S: sinto muita falta das crianças e seus sorrisos e carinhos sem fim

quarta-feira, 27 de março de 2013

Eu tô bem, sei lá, devo estar.


"I don't know how to feel about it"



A música fala sobre ir embora (eu só escrevo sobre isso, desculpe) e eu penso que ir é uma maneira poética de presentear alguém com a palavra, com o choro à noite, com a ferida que não cicatrizou.

Porque todo mundo uma hora vai embora. Porque você insiste em ir embora. Eu insisto em não querer que você vá. Eu insisto em voltar, quando não há mais volta. Insisto em tentar o já há muito se foi.

(a música me faz chorar… ela conta sobre mim, ela canta sobre nós)

Dos clichês



Meu sacrifício é te ver com outro mas te ver, acima de tudo, feliz. Eu aqui, na minha solidão pós-você, e você aí, na felicidade pós-eu. É tudo tão triste e irônico. É tudo tão normal e tão frustrante.
(não importa, se você está bem, eu também ficarei)

terça-feira, 26 de março de 2013

Das Cartas


E eu notei que eu realmente gosto de você, começou comigo te emprestando um lápis, depois um guarda-chuva, um filme e um certo livro. Sabes que emprestar livros não é comigo. Morro de ciúmes dos meus livros. Porque eles carregam partes importantissímas de mim. E é interessante como não me doí dividir minhas verdades, as que estão dentro dos livros, com você. É bom saber que apesar das minhas renúncias e loucuras alguém quer participar dessa minha vida banal e desses meus poemas legaiszinhos.
Ele senta no sofá. Alguma desculpa ou distração me é dada para que me retire do recinto e deixe somente os dois. Ele nervoso só sorri amarelo. Os cabelos brancos, a barba, o olhar severo e o amor imenso que ele sabe que sinto por quem está na sua frente faz todas as membranas das celulas dele fazerem movimentos desesperados. Ele nao consegue pensar em nada inteligente e engraçado para dizer. Abaixa a cabeça e suspira, rezando pra que eu volte logo.

Um pigarro. Ele olha pra cima assustado. Os olhos saltando da orbita.

— Você ama a minha filha?
— Amo muito, senhor.
— Ah, que bom. Porque é disso que você terá que se lembrar nos dias ruins. Quando você sentir ciumes, quando ela calar e quando ela gritar, quando ela nao aguentar mais.- Uma pausa para um olhar inquisidor e uma gota de suor se formando na testa larga dele
Filho, você ama o corpo, a fama, o status, o fato dela se doar ou o que?
— A amo como um todo, senhor. 
— Hum. Você a ama agora, filho.Vai continuar amando quando ela mudar? Porque se você conhece ao menos um pouco minha menina, você sabe que ela é como um camaleao e que é adepta a grandes transformações.
—Senhor, sinceramente, eu nao sei por quanto tempo posso ama-la, nao posso prever o futuro mas enquanto meu amor por ela durar eu vou me doar por inteiro a esse amor.
—Hum, interessante, filho. Parece que ela te catequizou. Ela te transformou nao foi? Minha menina é maravilhosa. Lembro da primeira vez que vieste aqui; um menino fraco, franzino, que falava coisas bobas e deixava-se transparecer.
—Aprendi muitas coisas com ela, senhor.
—Sim,sim. Claro que aprendeu. E sei que de alguma forma ela deve ter aprendido alguma coisa. Essa menina tem mania de procurar ensinamento em tudo. O que acho patetico mas muito bonito.
—Verdade. Pra mim isso é o que a torna tão incrivel. Essa sabedoria que ela emana, sem nem perceber.
—Pensei que isso te frustrasse, filho. Me frustraria com toda certeza.
—Por que , senhor?
—Por que ela é muito maior do que eu, muito melhor. E ainda nao consegui lidar com essa ideia de feminismo, como um todo sabe? Mas não conte isso pra ela.
—Claro, senhor.
—Mas filho você vai saber lhe dar com ela distribuindo amor por onde passa?
—Não sei senhor.- ele gaguejou
—Então também não sabe se vai aguentar ver esse amor sendo retribuido, não é mesmo?
Ele balança a cabeça em afirmação            
—Te adimiro por tentar, filho.
—Obrigado, senhor.
—Mas me diz uma coisa, você realmente entende tudo o que ela fala?
Não me importo que você me ache ingênua, romântica demais, boba, cafona ou careta. Talvez eu seja mesmo tudo isso. E muito mais. Mas pelo menos eu não tenho vergonha na cara e no peito de me abrir, de sentir.
As pequenas notícias não saem nos grandes jornais. Quando uma pena flutua no ar por oito segundos, ou a menina abraça o seu melhor amigo, nenhum jornalista escreve a respeito. Só os poetas o fazem.
 

sábado, 23 de março de 2013

Das ligações que deveria ter feito

_ 6 vezes. Me disseram isso 6 vezes nessa semana.
_ ‘Aceita o convite dele, ele é rico’?
_ Sim. É ridículo. Ninguém mais tem vergonha de não ter vergonha na cara.
(gargalhada)
_ Repete isso. Vai.
_ Ah, pra puta que pariu você também.
_ Nunca, nem numas dez vidas, te imaginei dizendo isso.
_ Vamos nos focar no nosso problema aqui, por favor?
Do outro lado do telefone, um dique,  um sorriso se acendendo.
-Tem uns bacanas querendo te comer, e você considera isso um problema. Acho que vou te recomendar um terapeuta.
_ ‘Até tu, Brutus?’
(risos)
_ O que você quer? Fala pra mim. Qual mendigo de qual viaduto é bom o suficiente pra você?
Esperei um pouco, olhei pra janela.
_ Vai começar a chover.
_ Sei.
_ Você sabe…
_ Eu sei que tô na pior, mas calma aí. Deve ter alguém com menos dinheiro que eu por aí… alguém que deva a alma, não sei.
Risos, nossos.
_ Quando você vem, filho da mãe?
_ Quando você disser pra eu ir.
_ Só dizer?
_ Aham.
_ Então vem.
_ ‘Môzão, do pau grande, tô com saudades de você, vem cá, preciso de você.’ Diz assim.
Eu ri, meu celular tocou.
_ Aham, digo. Calma aí, vou dar uma passada na Doca antes, tão me chamando.
_ Filha da puta, me convenceu. Pego o próximo ônibus.
_ Môzão?
Ele ria, eu não ouvia mas sabia.
_ Diz.
_ Não traz guarda-chuva não.