quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

E chega! Há anos peço o príncipe e só me mandam o cavalo


Eu não faço a menor ideia de como esperar você me querer. porque se eu esperar, talvez eu não te queira maisTati Bernardi

Porque eu quero alguém para mostrar como são meus Narguileses do fim do arco-íris,alguém que me ensine a magica de desaparecer com os ponteiros.Pois esperar cava um buraco no coração,enterra o castelo e abafa o som dos sininhos no ouvido.
Querer já foi o sentimento mais louco que atacava e me fazia querer vomitar meu fígado,querer é uma voz baixinha e tímida,uma coceirinha no peito,querer será só uma ideia vaga que foi para o quarto dos fundos.
Então eu vou seguir pela estrada com cheiro de morango e poeira de estrelas procurado pelo cadarço lilás do meu all star,pelo sabor de Halls extra-forte,pela lágrima com sabor doce ou sem metaforizar para que fique claro para pessoas como você que beijam com olhos-A TAMPA DA MINHA PANELA, O CHINELO DO MEU PÉ CANSADO, A METADE DA MINHA LARANJA...Mas este ser que meu coração teima em olhar com lentes cor de rosa.Você."E você me olha com essa carinha banal de "me espera só mais um pouquinho". Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu."(Tati Bernardi)
Continues tentando brincar de roda,enquanto chove porque eu vou regar meus olhos com girasois,virar meu rosto para uma nova luz enquanto sigo pedalando,afinal esse olhar de garoto mal não me encanta mais...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Odeio esse texto


"(...)Eu odeio que encostem o cotovelo, a bunda ou uma cerveja molhada em mim enquanto eu tento encontrar um espaço para dançar. Eu odeio que encostem em mim, odeio a pele de um desconhecido indesejado.

(...)Odeio homens que olham para bundas como se admirassem uma carne pendurada no açougue e odeio mais ainda quando fazem bico e aquele sim com a cabeça, tipo "concordo com o mundo que ela é muito gostosa". E se ele fizer aquela chupada pra dentro do tipo "hmmmmm delícia" já é algo que ultrapassa os limites do meu ódio.
(...)Odeio mau hálito e mais ainda o fato de que justamente as pessoas podres são aquelas que falam mais baixo e nos obrigam a ter que chegar perto. Eu odeio machismo, submissão e mais do que tudo isso ter que ser forte o tempo todo e não ter um ombro másculo para chorar até minha última gota desamparada.
(...)Odeio pessoas muito oleosas, muito peludas, muito suadas e acima de tudo meninas que cheiram a lavandas e gostam de adesivos de ursinho.
(...)Odeio quem comemora porque passou numa faculdade que meu primo de 8 anos passaria e quem diz "peguei a mina".
(...)Odeio os Estados Unidos mas odeio muito mais o fato de a gente ter sangue europeu mas ficar imitando esses estúpidos, que também têm sangue europeu mas são estúpidos por herança criada. Odeio a frase "eu vou no super, comprar umas cervas para o churras".
(...)Odeio quem passa o dia no shopping com a família, churrascaria com aquele desfile de bichinhos mortos, principalmente porque você está lá tranqüilamente comendo e vem alguém com um espeto (que é grosseiramente imposto ao seu lado), te espirra sangue, fala um nome idiota e você nunca sabe exatamente de que parte se trata.
(...)Odeio quem casa virgem, odeio quem chega em casa depois de uns malhos no carro e enfia o dedo no meio das pernas porque tava louca para dar mas "ele ia me achar muito fácil". Mas eu também odeio mulher que sai dando pra meio mundo e perde o mistério. Sei lá, essa coisa toda de dar vai ser sempre uma dúvida.
(...)Odeio meninas caçadoras de homens ricos mas odeio sair com um cara que está tentando começar um relacionamento e ter que rachar a conta, seria mais simpático me deixar pagar a conta toda. Rachar é péssimo.
(...)Dividir banheiro, pêlo alheio em sabonete, acordar cedo e meninas adolescentes peruas com voz de pato.
(...)Quando eu era criança sonhava todas as noites que arrancava os olhos de todo mundo e só eu podia enxergar o quanto era feio eu ser como sou."

Tati Bernardi

Realmente o tom geral devia estar pessimista


O pessimismo passou, mas o bom propósito não: farei o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo por causa das pessoas. Às vezes o amor que se dá pesa, quase como uma responsabilidade na pessoa que o recebe. Eu tenho essa tendência geral para exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz... Também é bom porque em geral se pode ajudar muito mais as pessoas quando não se está cega pelo amor.

Pra ela


Ela esta no limiar da esfera divina e da humana.Não é uma pessoa famosa nem de destaque em nenhuma área profissional e não chega a ser nenhum objeto de adoração ou devoção,afinal não há nenhuma foto dela na minha parede ao lado de bandas e artistas ,mas sim muitas nos álbuns de fotografias ,ao meu lado.
Ela é toda alegria,toda sorrisos contidos no seu pequeno corpo,na sua pouca idade,na sua sede por aventuras e descobertas.Com o poder de ter fases e ainda estar se auto conhecendo,sempre envolvida em novas buscas e sempre caindo no meio de suas trapalhadas,mas levanta tão rapidamente que penso que nada sofreu,porem ela sangra e tem tantas cicatrizes para contar suas historias.Ela é tão humana e sensível,com seus olhinhos traçoeiros cheios de piadas,e seus ombros rígidos e andar rebolante cheio de confiança.
Aquela que me faz sentir viva me fazendo correr como uma louca para passar por tudo,sempre me desafiando,me pressionando sem me deixar respirar.Companheira,melhor amiga,confidente,cúmplice,meu sol quente e aconchegante do qual absorvo as energias gargalhadas contagiantes.Aquela criatura adorável,irritante e rebelde que fisicamente é meu reflexo no espelho,um tanto mais pálido e outro tanto mais forte,todos pensam que ela é a mais velha por estar sempre puxando minha orelha,minha irmazinha.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Perto do Coração Selvagem - p.55



Viver em sociedade é um desafio porque às vezes ficamos presos a determinadas normas que nos obrigam a seguir regras limitadoras do nosso ser ou do nosso não-ser...
Quero dizer com isso que nós temos, no mínimo, duas personalidades: a objetiva, que todos ao nosso redor conhece; e a subjetiva... Em alguns momentos, esta se mostra tão misteriosa que se perguntarmos - Quem somos? Não saberemos dizer ao certo!!!
Agora de uma coisa eu tenho certeza: sempre devemos ser autênticos, as pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser... Aqui reside o eterno conflito da aparência x essência. E você... O que pensa disso?


Que desafio, hein?
"... Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la..."

Poesia Matemática


Em homenagem aos amigos metidos a matemáticos através de Millôr que assim como L.F Veríssimo me da coisas,cocegas nada leves
Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a, do Ápice à Base,
uma figura ímpar:
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo octogonal, seios esferóides.
Fez da sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."

E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar,
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
Freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
Tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.

POEMEU


LIBERTAS QUE SERA...
E no final, a verdade, irmão,
É que as mulheres,
A cada dia que passa
Mais e mais estão
Presas à libertação